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riscos_e_rabiscos

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* O meu chapéu de chuva suicidou-se! *

O tempo não se decide, São Pedro está de mau humor e o meu chapéu de chuva, farto e desesperado, suicidou-se!

 

Precisava de umas coisas, chovia pouco e decidi ir ao supermercado. Compras feitas, saio do supermercado e abro o chapéu porque continuava a chover e com mais força. Vinha eu tranquilamente a atravessar o jardim que faz caminho para casa quando, de repente, "PÁAAAA"! Um super estoiro, tipo bomba! Eu dou um salto, a senhora que vinha de frente para mim dá outro salto assustada e o meu chapéu de chuva fica todo partido mas hirto e firme como um barra de ferro em direção ao céu!!!

 

Escangalhei-me a rir! Mas que coisa tão ridícula! Porque é que o meu chapéu de chuva não se partiu de uma forma normal, igual ao das outras pessoas? Não! Tinha de ser de forma original e escandalosa para que toda a gente e mais um par de botas soubesse que ele ia cessar funções!!! Ah e não levei uma trinca do rotweiller que estava atrás de mim porque o cão deve ter ficado tão parvo que nem reagiu!

 

Mas porque é só a mim é que acontecem estas coisas parvas?!? Bom, pelo menos sempre animou um dia de chuva horrivel e deixou uma história para contar...

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* Mas que é isto?! *

Estava eu farta de apregoar aos sete ventos "Ah eu este ano ainda não senti frio..!". E era verdade. Até hoje. Ora assim em jeito de vingança, o frio veio em força acompanhado do seu compincha vento para me tratarem da saúde!

 

O que vale é que eu já previa este cenário e levei o meu super escudo impenetrável contra o frio, entenda-se kispo, e não fui atingida. Ou não fui atingida quase nada... Se eu não tivesse uma cabeça de alho chocho, tinha-me lembrado de levar um capacete de mota para não me congelarem os neurórios, para impedir o vento de me querer arrancar os meus três cabelos do alto da pinha e evitar que o meu nariz criasse as estalactites que trouxe para casa!

 

Amanhã se o tempo se fizer sentir com igual frieza, é assim que vou sair de casa!

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E (quase) Tudo O Vento Levou...

 

 

 

Esta semana tem sido recheada em fenómenos meteorológicos. Quem diz as últimas semanas, diz os últimos tempos. É só relembrar as desgraças do Haiti, da nossa Madeira (força e coragem!), do Chile.
 
Confesso que fiquei expectante em relação ao temporal anunciado para a noite de sexta para sábado. Liga-se a televisão é só avisos de alertas amarelos e vermelhos para aqui e para ali, e é impossível ficar-se à espera de algo.
 
O vento começou a ficar cada vez mais forte conforme a noite foi avançando. A minha casa fica no último andar e pelo barulho da clarabóia, íamo-nos apercebendo do estado do vento. Já para não falar pelo vento que infiltrava pelas persianas e fazia um barulho estranho.
 
No sábado de manhã, batem-me à porta os meus vizinhos do lado (já vos disse que tenho novamente a estucha da Administração?!).
“Ó vizinhos vocês já viram o telhado?” Olhámos para cima e… glup! Um telhadinho arranjadinho no verão, todo bonitinho, tinha uma protecção metálica (não sei o nome) arrancada! Estava toda torta, a tremelicar e pronta a zarpar a qualquer momento. E o pior é que não se podia sequer subir ao telhado para, pelo menos, observar a situação devido às fortes rajadas de vento e chuva.
 
O nosso receio era que se soltasse a única ponta que estava presa e aquilo voasse pelos ares e acertasse num carro ou em alguém, ou que nos partisse os vidros da clarabóia.
 
Enquanto almoçava, oiço um barulho terrível. Levanto-me a correr para ir espreitar o telhado. “Ai que agora é que aquilo se foi!”. Mas não. Apenas tinha mudado de sítio. Sentiu-se sozinha, deu meia volta e aconchegou-se junto à chaminé. Gradualmente o vento foi amainando. Vamos lá ver se não entrámos em despesas extras.